Healthtechs brasileiras e tendências de saúde em 2021

Não é de hoje que o sistema de saúde brasileiro está funcionando sob pressão. Sobretudo, essa realidade foi intensificada ainda mais devido à pandemia. À primeira vista, sabemos que momentos assim moldam a história e nosso futuro, além de trazerem um universo de oportunidades. Hoje vamos descobrir como as healthtechs brasileiras estão lidando com essas tendências do mercado de saúde. 

A oportunidade das healthtechs brasileiras

Apesar do grande desafio que a pandemia nos trouxe, vimos muitas healthtechs brasileiras conseguindo encontrar e viabilizar soluções criativas, de maneira rápida. Muitas tendências que estavam caminhando devagar, ou até mesmo sem previsão de implantação, foram colocadas em prática e ajudaram milhares de pessoas. Um grande exemplo disso é a telemedicina.

O maior desafio do sistema de saúde brasileiro

Sem dúvidas, o maior desafio do sistema de saúde brasileiro é a sua sustentabilidade financeira. Dados do IBGE mostram que, no Brasil, os gastos com saúde privada são superiores aos de saúde pública. Ou seja, ano após ano, o brasileiro gasta mais com saúde, e esses valores saem do seu próprio bolso. 

Por outro lado, sabemos que anualmente, os planos de saúde individuais sofrem ajustes anuais de 8% a 15%, enquanto os coletivos ficam na faixa dos 13% aos 40% – dados da ANS. Por ter reajustes tão significativos, a maioria das empresas que oferecem benefícios de saúde arcam com mais de 70% desta despesa – sendo a linha de custo mais onerosa, após a folha de pagamento. 

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Photo by JC Gellidon on Unsplash

O brasileiro precisa de novos hábitos

Desta forma, é sempre importante lembrar que os planos de saúde são seguros. Ou seja, cada sinistro (utilização) impacta no seu reajuste. A real questão aqui é, que ainda falta informação para o brasileiro saber acessar corretamente o sistema de saúde. 

Os cuidados na saúde ainda são bem fragmentados, e ainda concentrados na Atenção Terciária. Em outras palavras, isso causa um desperdício enorme de recursos, sendo que a grande maioria dos casos, podem ser resolvidos na Atenção Primária.

Enquanto isso ainda fizer parte da nossa realidade, as healthtechs brasileiras ainda terão muitas oportunidades para desenvolver soluções focadas no cliente e na eficiência operacional do sistema.

Mercado de M&A em saúde no Brasil

O mercado de saúde no Brasil está especialmente aquecido, há pouco mais de um ano. Constantemente escuta-se por aí que as healthtechs são as novas fintechs, pois estão impactando um setor muito promissor no país. 

Nos últimos meses vimos milhares de dólares em rodadas de investimentos, coisa que há três anos era praticamente inexistente. Além das rodadas, vemos também grandes movimentos de fusões e aquisições (M&A) e empresas abrindo seu capital na bolsa. 

A Cuidas mesmo, recebeu um grande aporte no final do ano passado. Assim, o nosso foco neste ano é dar mais robustez ao nosso time e operações, para assim, conseguir sanar essas dores de mercado, principalmente no que tangem os cuidados da Atenção Primária.

Acompanhe mais sobre o tema assistindo ao Webinar abaixo. O debate aconteceu entre nosso CEO, João Vogel e Daniel Coudry, Ex-presidente da Amil.

Mariana Pedrone

Mariana Pedrone é Analista de Conteúdo Sênior na Cuidas

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